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Tempestades

É a época de tempestades na America do Norte….

Acabou a ternura, acabou o amor. Acabou tudo.

Eu ainda me pergunto o porque. Erramos, ambos. Nos sufocamos, ambos. Eu havia percebido mas ainda tinha a esperança de consertar. Afinal, no começo você sempre consegue consertar…

Não houve uma transição leve entre interesse e desinteresse… como uma ventania, simplesmente tudo mudou. A mudança gerou insegurança, a insegurança gerou mais desinteresse e logo … logo tudo foi se tornando um peso.

Erramos ambos.

É uma daquelas estranhas situações em que não há culpados. Não há como atribuir culpa se ambos erraram afinal.

Talvez…talvez pudesse ter sido menos doloroso.

Sei lá… quando parecia que os dois gostavam muito, revelou-se que só um gostava o bastante… nada foi dito, planos foram feitos, acreditei demais… e de repente…não era bem isso.

Nada demais, apenas mais um tropeção. Passa.

Restou uma bela e, espero eu, sólida amizade. Consolador.

Restaram tambem as marcas. Coisas que aprendi. Coisas que descobri que não quero. Coisas que descobri que quero.

Foram bons dias afinal.

Restou tambem essa sensação ruim de ser muito ruim. A sensação de ter sido um peso, de ter feito tudo errado, de não ter servido pra nada… uma sensação pesada… uma sensação ruim de ter feito tão mal a alguem que … que só a sua ausencia o fez sentir melhor.

Uma sensação horrivel, confesso. Incomparável.

Nunca ninguém me fez sentir assim.

Espero que passe.

Eu ainda sorrio quando penso nele. Ainda me preocupo. Ainda gosto de vê-lo sorrir. Ainda admiro muito. Ainda sou a fã numero um. Ainda lembro de como foram boas as longas conversas e gostosas as risadas.

Nunca ninguém me fez sentir assim.

Não quero que isso passe.

Vida que segue. E que essa seja a última vez que eu choro por causa dele.

Fuén

Não consegui salvar os posts do Pêbarra. 😦

Da evolução

E eis que o primeiro mês chega…

É engraçada a evolução de um relacionamento.

Após os primeiros tempos de necessidade, ansiedade, urgência, chega a rotina. A frequência das declarações de amor diminuem, ficam mais discretas. A rotina se impõe.

Ontem eu estava lembrando do primeiro dia, da mágica que envolveu aquela longa noite. E que não se repetirá mais.

E graças a Deus não se repetirá. Aquele momento ficará preservado em todo o seu encanto lá.

Porque cada momento de convivencia tem seu encanto. Cada um é único. Seja no marasmo de um dia de preguiça, seja naquele momento em que você resolve compartilhar uma paixão em comum, seja só ruminando as agruras do cotidiano.

Aprender os limites dos espaços (sim, sou adepta de dura arte de respeitar espaços), aprender o que te incomoda e o que incomoda o outro. Aprender a lidar com as diferenças de pontos de vista. Esclarecer confusões de comunicação. Ajeitar a rotina, estabelecer prioridades… tudo muito objetivo, nada cor de rosa, mas tudo muito mágico a seu modo. É preciso saber apreciar.

E a meu ver, nada disso diminui o amor. Ao contrário. Na verdade isso tudo torna o amor menos urgente, mais tranquilo… menos angustiante.

Pobre da mulher que espera que aquela primeira noite perdure eternamente… se prende ao calor do amor adolescente e perde a chance de curtir seu crescimento… e nunca abrirá um sorriso bobo e saberá dar valor quando receber um whatsapp furtivo e intempestivo dizendo: “você está linda”…

Gather round all you clowns Let me hear you say

Então braseeeel, recomeçamos.

Como eu havia dito, o mais belo de ser humano é ter a inata capacidade de renovar a esperança, esquecer o cinismo e acreditar.

É assim com a seleção, em toda Copa, é assim com a politica, em toda eleição… e é assim com o amor.

Ela está namorando!!!!

Mais que isso, ela está amando de novo… uma coisa meio mágica que fez renascer nela todos aqueles sentimentos comuns ao fato… inclusive um constante sorriso no rosto que chega a dar caibra as vezes…

E o mais legal é que eu vejo o sorriso dele lá…sorrindo de volta pra mim…todo meu.

É uma especie de amor reciproco que nasceu uma amizade e de repente desconfigurou.

Eles estão apaixonados, fazendo planos, curtindo.

Vamos acompanhar e ver aonde mais essa aventura vai dar.

 

Try again

Tentar de novo é um must.

Recomeçar faz parte da natureza humana… renovamos as esperanças e a fé na vida naturalmente, sem grande esforço…como a necessidade de beber água somos conduzidos a um processo de reconstruição após cada grande frustração ou decepção… talvez seja a lei da sobrevivencia.

Morreremos um dia mas não em decorrencia da decepções da vida…

E assim caminha a humanidade…

E como boa ariana, e ser humana disciplinada e temente a vida sigo a regra…

Vamos em frente…

Repost

(era vespera do dia das mães e eu passei o dia inteiro no skype participando do almoço a distancia…)

 

É véspera de dia das mães. E este é um  desabafo

Eu não sou mãe. Eu tenho mãe. Uma mãe que não vou ver nesse final de semana. Não vou ver porque tenho muito trabalho.

Em parte é culpa dela, que me incutiu um senso de responsabilidade e cobrança muito grande.

Em parte é minha culpa…que escolhi isso.

Escolhi esta carreira. Escolhi deixar a vida segura e monótona que possuia e decidi assumir riscos.

Escolhi viver essa vida.

Uma vida distante, nômade talvez. Sem a possibilidade de lançar raízes mas com a grande possibilidade de percorrer o país inteiro. Entre pessoas que não conheço, nas quais não confio.

Não posso me aproximar de ninguém. Tenho que tomar cuidado com quem se aproxima de mim. Tenho pouco tempo pra dar atenção as poucas pessoas nas quais confio e que permito aproximação.

Tenho que estar alerta a todo tempo. Tudo que digo, tudo que ouço é filtrado, calculado, friamente processado e metodicamente analisado.

Não posso dividir minhas angustias, meus medos, minhas fragilidades.

Eu tenho que parecer uma rocha. Eu sou uma rocha.

Ninguém pode saber como dói todo dia acordar e lembrar que eu perdi o único amor da sua vida. Ninguém pode saber do vazio que isso criou dentro de mim. Ninguém pode saber que eu choro de saudade de casa. Ninguém pode saber que eu tenho medo da vida. Ninguém pode saber que eu tenho duvidas. Ninguém pode saber que eu sou desajeitada e meio lerda. Ninguém pode saber que os moveis não podem sair do lugar porque eu tenho uma péssima noção de distancia e me bato em tudo. Ninguém pode saber que eu sinto falta dos meus poucos e bons amigos. Ninguém pode saber que eu tenho medo do que eu estou me tornando. Ninguém pode saber que a perda da minha inocência me incomoda.

Tudo isso me fez descobrir o verdadeiro significado de solidão.

Solidão é chegar em casa e não ter com quem dividir as impressões do dia. Solidão é comprar uma planta e conversar com ela. Solidão é falar sozinha enquanto se está cozinhando.

Solidão é falar com seus próprios pensamentos.

Solidão é sair com pessoas pelas quais você não sente o menor tesão. Falta tempo e saco de investir num relacionamento.

Solidão é decorar a casa comprando móveis pela internet e compartilhar essa informação no tuiter.

Solidão é amar o que você faz e não poder dividir isso com ninguém. Solidão é ter orgulho de onde você chegou e não ter com quem dividir. Seja porque as pessoas não gostam de ouvir você falando do que conquistou, seja porque você não tem com quem falar.

Solidão é pegar um bebê no colo e só conseguir pensar que você nunca vai ter um.

Solidão é ouvir a esposa de um dos seus chefes, que uma vez fez a mesma escolha que você, se referir a vocês como nômades: sem paradeiro, sem raízes.

Solidão não se compara a mera falta do que fazer ou a mera ausência. Ela tem uma definitivamente a qual nada se compara. Ela é o vazio profundo dentro de um universo de vida. Ela não paralisa a sua vida, ela simplesmente te acompanha, todos os dias, todo o tempo. Ela é como o seu perfume, simplesmente está lá: te acompanha o tempo todo e você só sente quando um vento bate e seu cabelo te lembra da longa fixação prometida.

And we’re back

Então depois de uma crise e de apagar o Pêbarradani, eis-me aqui de novo.

Não resisti.

E vamos as novidades.

Estou virando uma pessoa séria. Depois de uma pesquisa insana escolhi o carro que vou comprar. Eu estava teimando com um Duster, por motivos pessoais, e acabei escolhendo um chevrolet maneiro.

A escolha deixou de ser emocional e se tornou mais objetiva, coisas como manutenção, resistencia, acabamento, etc, entraram na roda.

Me senti gente. Não pelo custo mas porque foi um passo bem sério que sempre tive medo de tomar.

A proxima é a moto. Tem três na lista, escolhidas cuidadosamente junto com o irmãozão.

O apartamento está sendo montado. Atualmente a escada faz as vezes de jardineira com todas as flores em cima dela… a mesa chega na sexta, os outros moveis devem chegar no final do mês… os posteres estão aqui…ainda estou pensando em como pendurá-los.

Também falta uma bela luminária pra colocar em cima da mesa de jantar…e talvez eu troque a base da mesa por algo mais moderninho…mas isso é pra frente…

Já temos coisinhas na cozinha mas falta um movel de apoio…tenho que pendurar o espelho no banheiro, os suportes da cozinha…mas já providenciei uma furadeira e este final de semana ninguem me segura…

Resta também a duvida sobre colocar ou não papel de parede…

Voltando ao carro… hoje eu também comecei o trabalho de superar o pânico e peguei um carro pra dirigir…depois que a pressão voltou ao normal e eu parei de suar frio a coisa funcionou… e eu senti aquela sensação boa de controlar o carro…o acelerador ao meu dispor, o comando daquela máquina…

Eu ainda esqueça de algumas coisas basicas como setas e quetais… e eu ainda fico toda dura e tensa… mas vou conseguir. Já superei tanta coisa na vida…porque não vou conseguir superar esse medinho besta?